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All reviews - Movies (77)

A Casa fantasma

Posted : 7 years, 10 months ago on 29 November 2009 05:59 (A review of Nucingen House)

Baseado em uma história de Honoré de Balzac, “Nuncingen Haus” excessivo em estimulação pelo experimental, que marcas do prolítico diretor, a parte, beira o amadorismo por uma fotografia e edição de som novelesco, e é exatamente essa ‘experimentação’ ou ‘parece novela’ que fez do filme: a bomba desse Festival.

Raoul Ruiz nos leva à meados dos anos 30, onde um rico americano William James e sua esposa Anne-Marie, numa aposta, ganham uma bela casa muito bem localizada na beira dos Andes, mas não a encontraram vazia: entre os antigos moradores ainda estão lá: a medonha governanta Ully, o lord Bastien, a volúvel Lotte, o belo – e morto – Leonore e outros seres sobrenaturais.

“A Casa Nucingen” é rotulado “horror” mas conta com um humor no mínimo peculiar, dos diálogos à maneira com que exala o mal-estar generalizado que não demora a chegar ao expectador. Cheguei em cima da hora e o lanterninha ainda avisou “nao perdeu nada, esse filme é muito do ruim”. Estava certíssimo, só me restou criar a categoria ” Bonequinha de Carvão”.


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Cold Souls review

Posted : 7 years, 10 months ago on 29 November 2009 05:57 (A review of Cold Souls)

Paul Giamatti ganhou o público dos Festivais depois de sua participação em Sideways que entre outros, conquistou no Oscar e BAFTA, prêmios de melhor roteiro adaptado. Firmou sua popularidade com os cinéfilos após protagonizar o capcioso “Lady in the Water” de M. Night Shyamalan em 2006, e parece ter gostado da experiência.

Agora, estrelando (outra) comédia metafísica, o personagem de Paul é um ator que, paralisado pela ansiedade depara-se com uma promissora empresa em pleno artigo da New Yorker, cuja auspiciosa tecnologia oferece alívio para os pesares da existência humana [a la Lacuna Inc.*]. Paul recorre ao laboratório Soul Storage, e se vê envolvido num estratagema onde sua própria alma é contrabandeada por uma atriz russa, esposa do chefe da máfia do “Cold Souls”.

Diretora de dois prévios curtas, Sophie Barthes faz sua estréia em longametragens após ser selecionada em 2007 para um laboratório de roteiro e direção em Sundance com o projeto de “Eu, Ela e Minha Alma”: que resulta no limiar do humor inexpressivo, e entre a realidade e fantasia de Barthes facilmente reconhecemos elementos de Charlie Kaufman.


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O Bloco dos Desesperados

Posted : 7 years, 10 months ago on 29 November 2009 05:56 (A review of Desperados on the Block)

O polonês Tomasz E. Rudzik teve a inspiração para filme de sua experiência pessoal morando em blocos de muitos apartamentos na Alemanha, quando despertou para a quebra do individualista desinteresse pelos tantos rostos e expressões encontradas no subir e descer de um elevador.

Em “O Bloco dos Desesperados“, as lentes acompanham (em diferente ‘timming’) a vida de três moradores estrangeiros em sua busca pessoal por algum tipo de aceitação, seus estratagemas e sensações causados por essa ânsia (instantaneamente identificável) de conectar-se: uma romena evoca os mandamentos na tentativa de obter uma resposta divina, um jovem chinês apaixona-se por sua rebelde aluna particular e vindo da Letónia um surdo-mudo propõe a uma garota passar um dia inteiro juntos sem dizer uma palavra.

Uma festa reúne os moradores em seus momentos de maior frustação e funciona como subterfúgio, é o ápice dramático do filme, mas acompanhado da fugacidade desse momento aparece a possibilidade de redenção, ainda que sem muito otimismo, mais no estilo “a vida segue”.

Tratar de dramas fortes sob uma perspectiva serena é o mérito maior de Tomasz, além de excelente fotografia e trilha que acompanham a densidade, sutileza e beleza de ”Desperados On The Block”.


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Love in Transit review

Posted : 7 years, 10 months ago on 29 November 2009 05:54 (A review of Love in Transit)

Filme argentino é sempre sinônimo de sensibilidade, filmagens internas, romances e relações(e dramas) interpessoais tratados com delicadeza e envolvimento particulares. Neste caso, Blanco podia facilmente justificar as internas com a temática intimista, mas contou que são mais baratas mesmo. Ainda assim, apesar de excessivamente movimentadas na primeira parte do filme, essas tomadas dão uma assinatura ímpar a história de quatro personagens, dois homens e duas mulheres que chegando ou partindo de Buenos Aires envolvem-se em romances intensos e de futuro incerto.

O aeroporto da capital argentina é o tabuleiro onde as ‘peças’ são apresentadas e as partidas marcadas dão tensão as relações desenvolvidas. Os excelentes diálogos são outro ponto alto. Uma reviravolta une as histórias contadas paralelamente de forma a não confundir nem direcionar.

“Amor em Trânsito” é, de fato, uma passagem, uma viagem, um breve momento na vida dessas quatro pessoas sem encerrar as opções de felicidade ou fuga. O fim do filme é o início do tabuleiro, e a mesma narração no final é recebida com outra (mais reflexiva) perspectiva. Fiquei encantada.


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Distante Nós Vamos

Posted : 7 years, 10 months ago on 29 November 2009 05:53 (A review of Away We Go)

Além de marido de Kate Winslet, foi o diretor do ovacionado ”Beleza Americana“(1999), que ganhou status obra-prima ao retratar o ’sonho americano’; bem isso é feito em grande parte dos blockbusters, mas o que se veria depois é que esse efeito ‘cult’ é a assinatura de Sam Mendes.

“Soldado Anônimo“(2005) também não é apenas um filme de guerra, mas um polêmico retrato dos jovens soldados enviados a lugares inóspitos sem entender contra o que estão lutando e pelas lentes de Mendes sobrevivem à hostilidade munidos de humor negro e o sarcasmo. O mesmo efeito salta em “Estrada para Perdição“(2002) e “Foi Apenas um Sonho“(2008), transformar roteiros medianos em filmes ‘cult’.

Não é diferente em “Distante Nós Vamos“(2009), onde um casal bazalquiano sem sólidas conquistas profissionais e pessoais estão esperando seu primeiro filho. E na busca de amigos ou parentes para dividirem essa experiência, viajam para algumas cidades e descobrem as idissincrasias de outras famílias ao passo que descobrem a si mesmos como uma própria.

Com rostos bem conhecido do grande público, como Jeff Daniels, Maggie Gyllenhaal, Jim Gaffigan, Maya Rudolph, o filme é recheado de clichês e esteriótipos mas que acabam tendo toda graça, leveza e ‘intelectualismo’ que só o diretor é capaz de transformar.


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Deliciosamente incorreto

Posted : 7 years, 10 months ago on 29 November 2009 05:52 (A review of Adam's Apples)

Anders Thomas Jenses foi supervisor do roteiro de O Anticristo (2009), do seu conterrâneo Lars Von Trier, e assina ele próprio a adaptaçao para os cinemas de A Duquesa (2008). Em 2005 escreveu e dirigiu “Adams æbler“, coprotagonizado por Mads Mikkelsen, vilao Le Chiffre de Casino Royale (2006) e amante de Coco Chanel em Coco e Igor Stravinsky(2009).

Sempre soberbo, Mads interpreta um religiosamente cego e alienado vigário encarregado de supervisar ex-detentos num programa de liberdade condicional, que recebe um neonazista cuja a meta em sua permanencia é preprarar um bolo com os vistosos frutos da macieira da paróquia. Desde o primeiro dia, Adam é confrontado pelo diabo em sua missao ao passo que confronta violentamente o comportamento escapista e ingênuo do padre.

Optando pela gratuidade da violência e a mínima existência de tato nas relaçoes interpessoais, Anders expoe o inconveniente em diálogos ágeis e absurdos recheados de humor negro. O tom surpreendentemente crível é o diferencial de “Entre o Bem e o Mal“, que num ritmo linear e atmosfera bucólica mantém o espectador num patamar seguro que depois de abordar de forma explícita temas como pedofilia, paralisia cerebral, suicídio, holocausto, negaçao, redençao, cancêr e morte deixa a confortável sensaçao de filme ‘fofo’. Deliciosamente incorreto.


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Deliciosamente incorreto

Posted : 7 years, 10 months ago on 29 November 2009 05:52 (A review of Adam's Apples)

nders Thomas Jenses foi supervisor do roteiro de O Anticristo (2009), do seu conterrâneo Lars Von Trier, e assina ele próprio a adaptaçao para os cinemas de A Duquesa (2008). Em 2005 escreveu e dirigiu “Adams æbler“, coprotagonizado por Mads Mikkelsen, vilao Le Chiffre de Casino Royale (2006) e amante de Coco Chanel em Coco e Igor Stravinsky(2009).

Sempre soberbo, Mads interpreta um religiosamente cego e alienado vigário encarregado de supervisar ex-detentos num programa de liberdade condicional, que recebe um neonazista cuja a meta em sua permanencia é preprarar um bolo com os vistosos frutos da macieira da paróquia. Desde o primeiro dia, Adam é confrontado pelo diabo em sua missao ao passo que confronta violentamente o comportamento escapista e ingênuo do padre.

Optando pela gratuidade da violência e a mínima existência de tato nas relaçoes interpessoais, Anders expoe o inconveniente em diálogos ágeis e absurdos recheados de humor negro. O tom surpreendentemente crível é o diferencial de “Entre o Bem e o Mal“, que num ritmo linear e atmosfera bucólica mantém o espectador num patamar seguro que depois de abordar de forma explícita temas como pedofilia, paralisia cerebral, suicídio, holocausto, negaçao, redençao, cancêr e morte deixa a confortável sensaçao de filme ‘fofo’. Deliciosamente incorreto.


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Arrebatador

Posted : 7 years, 10 months ago on 29 November 2009 05:48 (A review of Antichrist)

Lars Von Trier tem originalidade e autoria num momento em que a quantidade de fitas produzidas se multiplica e é difícil que a qualidade acompanhe. Houve uma época em que o roteiro tinha o peso da minha preferência pessoal mas, depois de alguns anos e muitos filmes, uma maneira refrescante e ousada de se contar uma estória é o que tem me deleitado acima de outros critérios cinematográficos. E neste momento eu vibro arrepiada e absorta com “O Anticristo“, em que muito se falou de cenas chocantes e gratuitas de sexo e violência desde sua apresentaçao em Cannes este ano. Sim, o longa tem cenas fortes e intensas, porém gratuidade nao houve, o oposto, sublimam em força, beleza e verve. Em 6 segmentos, “Antichrist” nao deixa uma pausa para respirar, é maravilhamento ou perplexidade.

O Prólogo, momento que antecede a morte do filho dos protagonistas, é certamente uma obra de arte. Os quatro capítulos posteriores seguem uma estética distinta: Grief, Pain (Chaos Reigns), Despair (Gynocide) e The Three Beggars contam o marido psicanalista trabalhando para curar o desesperador luto da esposa a partir de seu retorno para casa após semanas a fio sedada em um hospital; diferentes e melindrosas abordagens psicanalíticas sao descritas de forma poética, histérica e desconcertante e atingem o auge no momento em que o casal liberta a oculta e sinistra psique da personagem de Charlotte Gainsbourg. Willem Dafoe a acompanha em sua densa e insigne interpretaçao, e deixa sobreviente o Éden no epifânico Epílogo.

Os diferentes recursos técnicos e estéticos tao pouco podem ser reduzidos ao experimental, sao eles que integram em sinestesia e profundidade a obscuridade do instintivo e do psicológico humano: a ansiedade, a culpa, o niilismo, a mitologia, a fecundidade, a perda, a libido, a sobrevivência, a tortura, a tragédia intrínseca da natureza. Arrebatador.


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The September Issue review

Posted : 7 years, 10 months ago on 29 November 2009 05:46 (A review of The September Issue)

O diretor estadunidense R.J. Cutler, vencedor do Emmy de Melhor Reality Show por American High (2000) e indicado ao Oscar de Melhor Documentário por”The War Room” (1993), nos apresenta, sob o slogan “Fashion is you Religion, This is your Bible“: ”The September Issue“, filme que mostra os bastidores da edição mais concorrida da revista Vogue.

Além da monossilábia diretora executiva, Anna Wintour, a diretora-criativa Grace Coddington responsável pelo fantásticos editorias “que tem a intenção de ser um conto de fadas e fazer a pessoa sorrir e sonhar” coprotagoniza o filme, mostrando diferenças contrastante na personalidade das duas diretoras que, curiosamente, entraram para o staff da Vogue no mesmo dia.


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The Burning Plain review

Posted : 7 years, 10 months ago on 29 November 2009 05:46 (A review of The Burning Plain)

O roteirista mexicano Guillermo Arriaga é reconhecido por sua premiada e bem sucedida parceria com o diretor também mexicano Alejandro González Iñárritu em “Amores Perros“(2000),”21 Gramas“(2003) e “Babel” (2006); este ultimo, obtevendo sete indicações e levando uma estatueta no Oscar 2007.

Em 2005 teve em seu roteiro “The Three Burials of Melquiades Estrada” o ator estreante na direção Tommy Lee Jones, que captou a densa sobriedade de Arriaga e ainda imprimiu com delicadeza, uma marca pessoal. Neste mesmo ano, “El Búfalo de la Noche” tem coautoria e direção de Jorge Hernandez Aldana que resultou apenas uma nomeçao secundária em Sundance.

Agora Arriaga volta assinando roteiro e, ineditamente a direção de “The Burning Plain”, sempre meneando uma angústia tal, que atinge o espectador e permanece. O longa tem um “quê” de “21 Gramas”, sem a afetação hollywoodiana mesmo com Charlize Theron e Kim Basinger coprotagonizando. É um filme perene, e redentor. As sequências e trilha sonora trabalhadas no visual desértico da fronteira México e Eua não faltam.


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